A verdadeira historia do areião
Por: Chicão
http://www.retrancacronica.blogspot.com/
A pelada é simples e democrática: qualquer um pode jogar, desde que descalço.
Sua origem não podem ser estabelecida, mas diz-se à boca pequena que havia futebol ali antes mesmo das diretas já (uma das versões para aconstrução do areião era a necessidade de esconder rapidamente os corpos da ditadura). O fato é que, entre alunos, funcionarios e professores, poucos nunca experimentaram pelo menos um breve gosto do nosso “beach soccer”.
Contudo, o movimento ganhou força no ano de 2003, quando um punhado de alunos vagabundos da FFLCH (eu, Daniel, Adílson, Gordura, Ribas…
e outros de fora (Kim, Raul, Gera, Aloísio, André Bahia…), passaram a se intrometer no futebol da FAU, realizado toda terça e quinta, sem pontualidade britância, mas sempre pelo cair da tarde…
Aos poucos a simpatia e personalidade fefelechiana “dominou a parada”, exercendo controle sobre os horários, regras e panelas do futebol da Fau. E, logo, os arquitetos desistiram e nós herdamos aquela terra de ninguém.
Cinco anos depois, olho para trás com orgulho e vejo que a cada dia surgem mais boleiros, junto dos quais nós, da velha guarda, batalhamos pelos direitos de nosso religioso compromisso – para o qual já conquistamos irrefutável tradição e direito de “uso campião” da terra, como se diz lá pelas bandas de goiás.
Livre de preconceitos e aberto às amizades duradouras, contamos até mesmo com representantes intercacionais, como “el chapolin” Palacios.
Figuras lendárias fazem parte das disputas homéricas do areião; e outras tantas deixaram de fazer, embora permancam lembradas. Entre umas e outras, se me pagarem uma cerveja, posso lembrar de todos eles, assim como de gosl inesquecíveis, que atrairam até mesmo uma coruja, infelizmente já falecida.
Para o futuro, aponta nosso glorioso time de campo e a aquisição de um ispor para a cerveja.
A força desse espírito coletivo é tão grande que cogito até mesmo fazer um mestrado para não abandonar os meus camaradas da areia.
Abraços,
Chicão

Julho 30, 2008 às 2:04 am
… entre um frango e uma farofada, lá vou eu de volta chegando e sendo bem recebido.
Bom, hoje já sou diplomado, e posso dizer, de filosofia eu não sei nada, mas me orgulho de saber que foi nesse areião que aprendi a profissão de goleiro,
Infelizmente, não entendo, e não sei quando surgiu: mas por que me chamam Herrera???!