A verdadeira historia do areião

Por: Chicão

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A pelada é simples e democrática: qualquer um pode jogar, desde que descalço.

Sua origem não podem ser estabelecida, mas diz-se à boca pequena que havia futebol ali antes mesmo das diretas já (uma das versões para aconstrução do areião era a necessidade de esconder rapidamente os corpos da ditadura). O fato é que, entre alunos, funcionarios e professores, poucos nunca experimentaram pelo menos um breve gosto do nosso “beach soccer”.

Contudo, o movimento ganhou força no ano de 2003, quando um punhado de alunos vagabundos da FFLCH (eu, Daniel, Adílson, Gordura, Ribas… ;) e outros de fora (Kim, Raul, Gera, Aloísio, André Bahia…), passaram a se intrometer no futebol da FAU, realizado toda terça e quinta, sem pontualidade britância, mas sempre pelo cair da tarde…

Aos poucos a simpatia e personalidade fefelechiana “dominou a parada”, exercendo controle sobre os horários, regras e panelas do futebol da Fau. E, logo, os arquitetos desistiram e nós herdamos aquela terra de ninguém.

Cinco anos depois, olho para trás com orgulho e vejo que a cada dia surgem mais boleiros, junto dos quais nós, da velha guarda, batalhamos pelos direitos de nosso religioso compromisso – para o qual já conquistamos irrefutável tradição e direito de “uso campião” da terra, como se diz lá pelas bandas de goiás.

Livre de preconceitos e aberto às amizades duradouras, contamos até mesmo com representantes intercacionais, como “el chapolin” Palacios.

Figuras lendárias fazem parte das disputas homéricas do areião; e outras tantas deixaram de fazer, embora permancam lembradas. Entre umas e outras, se me pagarem uma cerveja, posso lembrar de todos eles, assim como de gosl inesquecíveis, que atrairam até mesmo uma coruja, infelizmente já falecida.

Para o futuro, aponta nosso glorioso time de campo e a aquisição de um ispor para a cerveja.

A força desse espírito coletivo é tão grande que cogito até mesmo fazer um mestrado para não abandonar os meus camaradas da areia.

Abraços,
Chicão

Uma resposta para “A verdadeira historia do areião”

  1. … entre um frango e uma farofada, lá vou eu de volta chegando e sendo bem recebido.

    Bom, hoje já sou diplomado, e posso dizer, de filosofia eu não sei nada, mas me orgulho de saber que foi nesse areião que aprendi a profissão de goleiro,

    Infelizmente, não entendo, e não sei quando surgiu: mas por que me chamam Herrera???!

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